Em 15/01/10
Por Joice Hurtado
Poucas pessoas podem dizer que realmente têm
o DNA do samba no sangue. Mas essa morena de sorriso
e olhos sedutores tem, nas veias, o ritmo e a magia
do carnaval. Bisneta de Jesuíno Alves, fundador
da União de Vaz Lobo, e filha da saudosa porta-bandeira,
Juju Maravilha, que brilhou na Beija Flor e na Unidos
da Tijuca, Fabia Borges seguiu os passos da família.
Cresceu no mundo do samba, vendo o bailar da mãe
e não negou a herança que lhe foi deixada.
Aos cinco anos, a então menininha começou
na ala de passistas mirins da azul e branco de Nilópolis
e, aos 18, assumiu o posto de rainha dos ritmistas
da Unidos da Tijuca, escola onde reinou por 10 anos.
Para Fabia, ser rainha de bateria é algo
de muita responsabilidade, pois, segundo sua opinião,
a rainha é a garota propaganda da escola
que representa, uma peça de divulgação
do enredo, não importa se famosa ou não.
- A rainha não tem que sambar como uma passista,
porque ela não é uma passista. Ela
está ali para divulgar a escola, fazer propaganda
da escola, tamanha a visibilidade do posto. Desde
que Monique Evans pisou na Avenida como rainha,
este papel deveria ser melhor definido.
Rainha dos ritmistas da Acadêmicos da Rocinha
desde 2007, ela ainda encara o momento de pisar
na Sapucaí como único e emocionante
a cada ano que pisa na Avenida. Considerada uma
das mais bonitas e desejadas rainhas de bateria
do Rio de Janeiro, a morena, extremamente vaidosa,
não deixa de se cuidar física e espiritualmente.
- Se sentir desejada faz bem ao ego. Que mulher
não gosta disso? O que não faço
é deixar de ser quem eu sou, de fazer o que
gosto, e de dizer as coisas que penso – revelou
a beldade, que posou para Yuri Graneiro em estúdio
e nas pedras do Arpoador, onde usou “asas
de borboleta”, em homenagem ao símbolo
da escola que atualmente defende.
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